terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pirenopolis

E esse Natal? Que tal? Muita filhós, sonhos e rabanadas? Espero que sim, pois se estivesse em Portugal, nao ia perdoar... Bom, vou só colocar umas fotos sobre Pirenópolis, uma cidade histórica em Goiás, onde fui passar o Natal. E o meu agradecimento público e muito sentido a Waleska e sua família, que não poderiam ter feito mais por mim. Graças a eles, tive um Natal muito feliz, que fez com que a ausência da minha familia fosse mais toleravel.

 A minha ceia de Natal de 2010

 Reparem na diferenca... do bronzeado...

 A vila fica la em baixo, ao cantinho. E nao fui de boleia, fui mesmo capaz de subir.

Pirenopolis I

Pirenopolis II

Degustacao de cachacas

 O fantasminha de Pirenopolis

Waleska, a minha amiga que me salvou o Natal

Rio das Almas, centro de diversao da vila

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Brasília II

Brasília foi classificada pela UNESCO como Património Cultural da Humanidade, em 1987, sendo o primeiro bem contemporâneo a merecer essa distinção. Muitas pessoas não entenderam as minhas razões para cá vir, mas espero que se "iluminem" um pouco com estas fotos. E a sua importância não se resume apenas a estes edifícios mais emblemáticos. De facto, tratou-se de uma realização humana quase sem precedentes, quer ao nível da arquitectura, do urbanismo, do paisagismo e da engenharia. Raras vezes, desde as civilizações clássicas, se pôde observar uma obra de tamanho significado.
Desta vez não se vão poder queixar de serem poucas fotos.

Avenida central do Plano Piloto. Considerada a avenida mais langa do mundo pelo Guiness Book.

Museu Nacional de Brasília. Também conhecido por forno de pizza...

Palácio Itamaraty

Congresso Nacional

Supremo Tribunal Federal

Ponte Juscelino Kubitschek

Palácio da Alvorada, onde o presidente do Brasil vive

Palácio do Planalto

Palácio da Justiça

Teatro Nacional

Capela de N.Sra. de Fátima

Catedral de Brasília
Os Candangos

Memorial JK (Juscelino Kubitschek)

Uma banal rua de Brasília

Uma nota: é sobejamente conhecida a obra de Oscar Niemeyer, e para os seus ademiradores, Brasília é o local! Praticamente todos os edifícios das fotos foram assinados por ele. Pode parecer um clichê, mas acho mesmo que o homem é um génio.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Uma vez que o Natal se aproxima velozmente, e por estas bandas está um calor que me confunde o cérebro, vou já desejar a todos um muito feliz Natal. Aqui fica uma foto do Pai Natal, que obviamente também vos deseja muitas felicidades. Ele está um pouco diferente, mas o pobre também merecia umas férias antes de ir destribuir todos aqueles presentes. Beijos e abraços

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Brasília

Comecei bem em Brasília.
Para começar, para cá chegar foi a tragédia do costume. de Lençóis para Seabra o autocarro chegou com uma hora de atraso, e de Seabra para Brasília com uma e meia. Enquanto esperava, ia ouvindo música árabe no mp3 e, talvez por isso, uma vontade enorme de fumar narguilé. Eram 3:10 da manhã quando finalmente me sentei na poltrona. Mais uma noite em branco.
Na viagem, já a meio do trajecto, o autocarro quase que fica vazio. Nisto, eu e os poucos que restaram começamos na conversa. Durante as 5 horas que faltavam foi quase uma festa naqule ônibus. Contar aventuras, piadas, partilhar comida, discutir política e futebol...
Quando cheguei, já estava a ficar escuro (é carma), fui directo ao Albergue da Juventude de Brasília. Quando sai do ônibus, estava no meio de um descampado, com apenas um edífício perto, mas que de longe parecia abandonado. Fiquei quase em pânico. Mais longe, existia um outro pequeno edifício, que era a portaria de um organismo municipal. Fui lá e logo me disseram que o edífício às escuras era o que procurava. Voltei lá, entrei pelo portão, e dei a volta aquilo tudo: ninguem. Fiquei com duas opções, ou voltava para o centro para procurar um hotel, o que seria outra aventura e provavelmente ia ficar pobre, ou ficava por lá mesmo. Fiquei. Como as traseiras eram uma área para campismo, abriguei-me debaixo de um alpendre, meti-me dentro do saco-cama e foi até de manhã. Até tinha os balneários abertos só para mim! De manhã, pensei que já lá estivesse alguém, e iria esclarecer a situação. Mas não, continuava deserto. Então arrumei as coisas, usei o wc e fui embora. Ficou baratinha a estadia.
Depois disto, finalmente entrei em contacto com o meu anjo da guarda, a Waleska, que me deu alojamento e está tratando como um príncipe. Há finais felizes!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Chapada Diamantina

Antes de passar para a Chapada Diamantina, quero esclarecer que fiz as pazes com o Pelourinho de Salvador. Pois é, passou de local artificial e mega turístico para "O pelô é massa!" É que nas noites de terça-feira o centro histórico anima-se com os grupos de percursão a tocar pelas ruas e vários concertos dispersos pelas várias praças. Era isso que eu esperava e finalmente encontrei, a vibrante atmosfera cultural que é sinónimo desta cidade. E a coisa bateu forte, porque passei mais de uma hora a dançar atrás de um desses grupos:


Bom, agora sobre o Parque Nacional da Chapada Diamantina. É desesperante a vontade de ficar mais tempo. Hoje é o meu 3º dia aqui e não vi quase nada! E o que vi é de arregalar os olhos. A minha veia de geógrafo anda louca por estes lados, onde para quer que eu olhe, são formas de relevo cada uma mais impressionate que a outra. São cachoeiras, são serras, são desfiladeiros, são grutas...Ai ai. Da próxima vez vai ter de ser um mês aqui, e já me avisaram que não vai sobrar tempo. Ficam aqui com mais umas fotos.

Ribeiro que cruza a povoação de Lençois, onde fiquei alojado.

  
Ribeirão do Meio. Nesta cascata dá para vir a escorregar desde o topo. É um espanto!

 
 Piscinas naturais do Serrano. Reparem bem no tamanho.

Vista da minha janela, na pousada Doce Lar. Que doce lar eu fui encontrar...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Salvador

Ainda nao tinha escrito nada sobre Salvador, pois ainda nao tinha encontrado muito sobre o que escrever. Claro que podia descrever o centro historico, chamado popularmente por Pelourinho, a coisa mais parecida com Lisboa que ja vi ate hoje. Muito bonito, muito pitoresco e muito turistico! Pois, para isso vao ao Google e esta tudo la. Mas eu tinha de conhecer mais. E conheci. Em poucos dias nao seria facil conhecer bem esta cidade gigante e complexa, mas tentei e consegui levantar um pouquinho o veu. E nisto tenho de agradecer ao Tchico, nativo de Salvador que conheci na Ilha de Boipeba, e que foi o meu guia. Juntamente com a Claudia, a Cristina e a Dorien, la fomos nos bater perna por ai. Foram os sorvetes na Ribeira, a praia de Jaguaribe, o acareje da Dinha no Rio Vermelho, o Campo Grande e Av. 7 de Setembro, etc. Se no inicio Salvador me assutou um pouco, reconheco, agora ja a compreendo melhor e sinto-me mais confortavel. Mas mesmo assim, as fotos nao sao muitas pois joguei quase sempre pelo seguro, e a maquina passou mais tempo no cacifo do que a passear. Palavras tambem para os meus amigos Ronaldo, Giordana e Carla, que conheci em Itacare, e reencontrei aqui em Salvador. E que, com certeza, ainda vou rever nesta viagem.

 A tomar uns canecos dentro da estacao de servico, e ate era permitido fumar!

 Elavador Lacerda, com uma bela vista para a Baia de Todos os Santos.

 Largo do Pelourinho, com a inevitavel enchente de turistas. Mas sempre encantador.

 Mercado Modelo, na Baixa dos Sapateiros. (Nao, este nao pertence ao tio Belmiro...)

E a famosa Sorveteria da Ribeira, de onde seguimos para uma festa de bairro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Boipaba - Fotos

Quando ia a passar pela praia, do nada, surge conversa com o Sr. Rogerio. Portugues nascido em Angola, ainda por cima no Lubango, e a viver no Brasil faz 25 anos. Logo me convidou para almocar, um polvo acabado de apanhar, e com a boa companhia dos amigos. Que tarde... 

O grupo da Tugolandia - 6 portugueses, mais a nossa companheira Tatiana.

Mais um dia de praia, desta vez na Coeira, a minha favorita em Boipeba.

Beiju de Tapioca - As melhores! Eram 3 de seguida.

Vida quatidiana na praca de Santo Antonio, centro de Boipeba

Boipeba

(hoje vai sem assentos, cedilhas...)
Desculpem nao ter dado noticias nos ultimos dias, mas se estivessem na minha posicao, tambem nao iam querer chegar perto de um computador. Entre segunda e sexta estive "desterrado" na Ilha de Boipeba, num arquipelago a sul de Salvador. Para la chegar so de barco, e carros nao existem, so carrocas. Ruas asfaltadas tambem nao ha, so algumas poucas empedradas. E posso dizer que passei alguns dos dias mais tranquilos da minha vida. Em Boipeba as pessoas ainda se cumprimentam com um sorriso, tanto entre os nativos, como com os estrangeiros. Obviamente, mais uma vez encontrei praias lindas, mas longe de serem o unico atractivo da ilha, onde tudo esta classificado como area de proteccao ambiental. Posso dizer mesmo que os melhores momentos foram passados na Praca de Santo Antonio -mais um campo de futebol que uma praca- a comer beijú de tapioca com os amigos e os nativos pela noite fora (mais ou menos 23 horas...). E uma palavra para mostrar o meu orgulho, por ter encontrado o maior numero de portugueses ate ao momento, nao numa qualquer cidade turistica, mas numa ilha afastada dos circuitos turisticos convencionais.
Neste momento ja estou em Salvador mas, assim que puder, ponho aqui algumas fotos de Boipeba.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Amizades

Já falei delas, mas volto à carga.
As amizades, que acontecem ainda com mais frequência quando viajamos sós, são muito rápidas e intensas, mas terminam da mesma forma. Seja por um dia ou uma semana, existe muita cumplicidade nestas relações. Eles são os nossos companheiros de refeições, de borga (muita), de ajuda e protecção, etc. Com algumas dessas pessoas criamos grande empatia e, com muita certeza, poderiam resultar em sólidas amizades. Então, deixa-me muito angustiado esta dúvida de continuar viagem pelo plano inicial, ou ficar mais tempo com essas pessoas. Seguir o plano, ou seguir o instinto? Não sei mesmo o que fazer. Hoje continuei a optar pelo plano, mas qualquer dia...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Itacaré II

Olá! Aqui estão mais algumas fotos, directamente do paraíso. 
Mais uma vez, está a ser difícil de sair de um local. Já entendi que se ficar apenas 2 ou 3 dias, vou apenas conhecer o óbvio; mas se ficar mais tempo, já dá para começar a cumprimentar as pessoas na rua, a descobrir os recantos mais escondidos, ou simplesmente ter mais tempo para apreciar os bons momentos.

Praia de Itacarézinho, a minha última conquista.

Está foto fez-me esperar até às 6 da manhã numa festa de praia (luau), há sacrifícios a fazer... Não dá para ver o nascer-do-sol, mas ficou bonita na mesma.

Mais um grupo de novas amizades.

Mais uma trilha (começo a ficar meio repetido).

Cachoeira em plena Mata Atlântica, que nesta área tem classificação de Reserva da Biosfera pela Unesco.

Queijo grelhado. Como é que uma coisa tão simples pode ser tão deliciosa?

Rute, esta é para ti! Já sabes onde ficar aqui em Itacaré

E finalmente o açai, essa maravilha da natureza.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Itacaré

Incrivel como ainda não escrevi nada sobre Itacaré. Bom, o mais importante já foi feito, que foi mostrar algumas fotos. Mas começando pelo início. A viagem de Porto Seguro para Itacaré foi outro desafio às minhas costas. Cada viagem longa é uma pequena tortura para a minha escoliose, mas adiante. Imaginem uma carreira urbana de 9 horas. Só assim se explica uma duração tão longa para "apenas" 370 km. Ao longo da viagem as pessoas iam rodando nas cadeiras. Só eu, tive 3 pessoas sentadas ao meu lado. Levava os passeiros de longa distância, mas também as senhoras que iam às compras no outro lado da cidade, ou os trabalhadores que regressavam a casa depois do trabalho. Tudo isto se passou em diversas cidades por onde passámos.
E mais uma vez cheguei de noite. Isto era uma coisa que eu queria evitar, mas, por minha culpa ou culpa dos transportes, chego quase sempre à hora do jantar. Não há grandes problemas com isso, mas reduz a margem de manobra se as coisas com a procura de alojamento não resultarem bem. Nunca houve nenhum stress, mas é de evitar.
Mas depois há sempre o açai, essa maravilha da natureza! Antes de mais, é um fruto, de uma palmeira que existe maioritáriamente na Amazónia. Mas a forma mais popular de o comer é misturando a polpa com gelo triturado. Depois dá para acrescentar tudo o que se quiser, como muesli, pedaços de banana ou frutos secos. Dizem que é um podereso antioxidante e uma bomba vitamínica, mas o que é certo é que já tem mais um fã, que não dispensa um todos os dias.
Falar de Itacaré é falar de praias, especialmente praias de surfistas, pelo menos era o que diziam todos os guias. Mas na realidade dá para ver um pouco de tudo. É um local relativamente pequeno, com o turismo a desenvolver-se muito rápido. Ainda mantem o ambiente um pouco hippie, mas as marcar internacionais estão a começar a entrar, para além das pizzarias chiques com música ao vivo, primeiro sinal do inevitável "aburguesamento". O que limita um pouco essa expansão, pelo menos o tamanho da cidade, é a protecção ambiental. Grande parte dos territórios envolventes têm alguma forma de protecção, e não vai dar para construir muito mais junto ao litoral, felizmente. Como puderam ver pelas fotos, grande parte das praias são um paraiso: imensidão de coqueiros no areal e ladeadas por mata atlântica, essa floresta tão exuberante quanto a floresta amazónica, mas muito mais massacrada ao longo dos séculos. Por esse motivo, se em Arraial da Ajuda passava a vida na cama-de-rede, aqui subi de nível, e mudei pouso para debaixo dos coqueiros junto ao mar... E já consigo viver sem relógio, foi dífícil perder o hábito, mas já consegui!

Sacanagem!

Pois é, não há outro nome. Por estarem os meus conterrâneos (e todos os outros no hemisfério Norte) a morrer de frio, é precisamente ver este tipo de imagens que lhes pode acalentar a alma. Aqui vão mais algumas fotos. Apesar de estarem cerca de 32 graus, reparem bem na quantidade de pessoas nas praias. Deve ser por ser epoca baixa...